sexta-feira, 28 de dezembro de 2007

Sobre pessoas e porcos.

Ricardo Gondim

Era uma vez, uma cidadezinha chamada Gadara que era muito, mas muito pequena. Gadara ficava na fronteira entre dois países. Bastava atravessar a rua e do outro lado já se falava uma língua esquisita e comiam-se outros tipos de alimentos. O trânsito entre as pessoas nessa fronteira não facilitava só as trocas comerciais, as relações entre os habitantes tornavam-se crescentemente cordiais; as crianças dos dois países não cresciam apenas bilíngües, mas transculturais.

Um belo dia, Jesus de Nazaré resolveu visitar esse lugarejo esquecido de todos. Tomou um barco e viajou o dia inteiro para cruzar o lago que o separava do lugar onde vivia. Logo que aportou em Gadara, um lunático, possesso de uma legião de bichos-ruins veio ao seu encontro.

O estado deste anônimo cidadão era deplorável. Imundo, vivia em cemitérios tenebrosos. Nunca se soube qualquer coisa sobre seus familiares, seus traumas e feridas da adolescência ou das suas perversões morais. Como ele se pervertera tanto? Ninguém sabia e todos se conformavam com a sua decadência.

Espalharam-se versões cada vez mais alarmantes de sua força descomunal. Algumas vezes preso, ele ressurgia solto para aterrorizar a meninada que, com certeza, recontava e aumentava a história do “monstro dos sepulcros”. À noite ouviam-se seus gritos.

O gadareno queria ser livre; procurava sua vida de volta, mas não conseguia encontrá-la. No desespero de arrancar de dentro da alma tanta degradação, ele desenvolvera manias auto-destrutivas. Pela manhã, era comum vê-lo retalhado por cortes feitos com pedras.

Jesus dialogou com os demônios que o possuíam. Na curta conversa, desde que deixassem o doido em paz, a legião de demônios obteve de Cristo permissão para possuír uma vara de porcos que pastava nas redondezas. Quando os demônios entraram nos porcos, eles se desesperaram e se precipitaram num abismo.

Conta-se que os que cuidavam dos porcos fugiram. Ao narrarem esses fatos na cidade, o povo foi ver o que havia acontecido. A surpresa foi absoluta. Todos testemunharam o homem que fora possesso da legião de demônios assentado, vestido e em perfeito juízo.

A notícia correu e quando os curiosos relataram o que acontecera tanto ao gadareno como aos porcos, o povo da cidade reuniu-se para expulsar Jesus dali. Não teve jeito, o Nazareno viu-se obrigado a retirar-se do território.

Estranho! Enquanto um ser humano era destruído por forças satânicas, ninguém tomou nenhuma providência para resgatá-lo. O clube do Rotary não mobilizou os empresários ricos para ajudarem; padres, pastores e rabinos aquietaram suas congregações com boas explicações teológicas; os políticos prometeram ações concretas só para o próximo ano fiscal; nenhuma ONG se formou para minorar seu sofrimento. O pobre mendigo continuava preso, acorrentado a forças maiores do que ele.

No instante em que se constatou o prejuízo financeiro, porém, tornou-se necessário que se expulsasse Jesus. Ele ameaçava o equilíbrio econômico da região: “our life style cannot be theatened”, repetiam.

Contudo, antes de partir, Jesus deixou uma lição de moral para aquela comunidade judaica (proibida desde sua formação de tocar, criar ou comercializar porcos): “que vergonha, vocês aprenderam a amar porco mais do que amam uma pessoa!”.

Gadara é metáfora do mundo. As nações continuam amando porcos mais do que amam mulheres e homens. Lógico que um cavalo de raça vale mais do que uma criança liberiana. Um ancião palestino não tem a mesma importância que um poodle texano. Não resta dúvida: as vacas leiteiras inglesas são protegidas com mais denodo do que as meninas usadas pelo tráfico internacional da pedofilia.

Enquanto os religiosos vociferam seus mais entusiasmados sermões, enquanto os políticos se revezam em seus debates sobre o futuro da humanidade, enquanto os banqueiros multiplicam seus lucros, muitos pobres precisam ser restituídos à vida e terem de volta sua dignidade para poderem abraçar seus familiares.

A história continua e Jesus de Nazaré permanece um estorvo. Enquanto ele considera que uma alma vale mais do que o mundo inteiro, as nações mantêm essa esquisita predileção pelos porcos.

Soli Deo Gloria.

Fonte: http://www.ricardogondim.com.br/

quinta-feira, 27 de dezembro de 2007

Filme ateu para crianças estréia nos EUA e Brasil


Em dezembro estréia um novo filme para crianças intitulado "The Golden Compass" (A Bússola de Ouro). Este filme já foi descrito como "ateísmo para crianças" e é baseado no primeiro livro de uma trilogia intitulada "His Dark Materials" escrito por Phillip Pullman.

Pullman é um ateísta militante e humanista secular que despreza C.S. Lewis e as "Crônicas de Nárnia". Sua motivação por escrever esta trilogia foi contrapor-se aos simbolismos de Cristo que Lewis retrata na série de Nárnia.

É claro que o objetivo principal de Pullman é atacar o Cristianismo e promover o ateísmo. Pullman deixou claras suas intenções quando disse numa entrevista em 2003 que "meus livros tratam de matar a Deus". Ele afirmou que quer "matar a Deus na cabeça das crianças". Tem sido dito a respeito de Pullman que ele é "o escritor que os ateístas vem rezando por ter, se os ateístas rezassem". Enquanto o filme "The Golden Compass" é mais suave e inocente, os livros são muito diferentes. Na trilogia, uma jovem, com vivência das ruas, se envolve numa luta épica para derrotar as forças opressivas de um Deus senil.

Outro personagem, uma ex-freira, descreve o Cristianismo como "um erro convincente e muito poderoso". No último livro, personagens representando Adão e Eva eventualmente matam a Deus que é chamado de Yahweh. Cada livro piora progressivamente de acordo com o ódio de Pullman a Jesus Cristo.

O filme "The Golden Compass" deve estrear em 7 de dezembro (nos EUA) durante a época de Natal, (estrelando Nicole Kidman), e deverá ter forte publicidade. As pessoas promovendo este filme esperam que os pais, sem suspeitar do conteúdo, levem seus filhos para assisti-lo. Esperam que as crianças gostem e que queiram comprar os livros para o Natal.

Por favor, considerem um boicote ao filme e livros.

Peço que passem esta informação a todos seus conhecidos (inclusive nas Igrejas). Isto ajudará a educar os pais sobre o conteúdo deste filme.

Fonte: http://igreja-virtual.blogspot.com/2007/12/alerta-filme-ateu-para-crianas-estria.html

quarta-feira, 26 de dezembro de 2007

Cansado de Teologia

Cansado de teologia!

É assim que me sinto.

Cansado de ver um povo enganado, iludido, "declarando" e "profetizando" prosperidade.

Cansado de ver tanta gente "bradando aos céus", "exigindo" e "cobrando" de Deus por promessas que Ele nunca fez.

Durante anos tenho visto pessoas que "exalam" fé, uma fé sem resultados, uma fé inútil.

Tenho visto pessoas que não tinham dinheiro nem para pagar o ônibus que os levavam até a "igreja", mas foram essas mesmas pessoas que deram a seus líderes, dinheiro suficiente para comprarem carros blindados e mandar os filhos estudarem no exterior.

Quanta incoerência!

Enquanto esses líderes pregavam a tal "teologia" que os tiraria da crise financeira, as pessoas continuavam vivendo a mesma vida de dificuldades, e muitas vezes, com um certo "ressentimento" para com Deus, que não cumpria com aquelas promessas que saiam do púlpito.

Tenho visto gente preocupada em combater o gafanhoto, sem perceber que este se apresenta com a bíblia na mão sobre o altar.

Nestes tempos tenho visto uma teologia cheia de facilidades, onde a porta larga conduz ao céu e a estreita à perdição.

Tenho visto uma “teologia” onde o Espírito Santo faz de tudo:
As pessoas caírem no chão, rirem descontroladamente, falarem em línguas "estranhas"...
Só não faz uma coisa: Gerar arrependimento para santificação.

Tenho visto ainda apóstolos auto-intitulados, e os que não eram auto-intitulados, mas que foram ordenados por homens que eram.

Tenho visto homens se dizerem íntegros e "de probidade", mas que são corruptos e endemoninhados.

Tenho visto uma teologia que nos transforma em "deuses". Uma teologia de mentiras, de palavras que voltam vazias, de profecias que não se cumprem nunca.

Tenho visto uma teologia de emocionalismos:
De música de fundo na hora da oração que leva à emoção;
De voz trêmula para gerar o choro;
De teatro;
De frases mentirosas como: "Eu sinto a presença de Deus", quando o que realmente se sentia era o desejo de manipular as pessoas.

Tenho visto uma teologia de orgulho e soberba. Uma teologia de homens que dizem serem "donos da verdade", conhecedores da "revelação completa".

Tenho visto uma teologia que subestima os reformadores, afinal, sua "doutrina" é superior.

– Disse Jesus: “O ladrão vem somente para roubar, matar e destruir; eu vim para que tenham vida e a tenham em abundância”. (João 10:10)

Tenho visto uma teologia criada pelo demônio, teologia que rouba o povo de Deus, que mata os sonhos da eternidade e destrói a confiança no Evangelho. ESTOU CANSADO DESSA TEOLOGIA!

- Paulo diz a Timóteo:

Ora, o Espírito afirma expressamente que, nos últimos tempos, alguns apostatarão da fé, por obedecerem a espíritos enganadores e a ensinos de demônios, pela hipocrisia dos que falam mentiras e que tem cauterizada a própria consciência”. (I Timóteo 4:1,2) - QUE DEUS NOS SALVE DESSA TEOLOGIA.

Querido Formando (a)

Precisamos viver A Teologia da verdade.
A Teologia bíblica.
A Teologia que não acrescenta nada a Palavra de Deus.
Precisamos ensinar e aprender a verdadeira Teologia da Graça, a Teologia que não cobra nada de Deus, mais que pede pela "Sua misericórdia".
Precisamos da Teologia do Pai Nosso, da Teologia do arrependimento diário, da Teologia da gratidão a Deus.
Precisamos da Teologia que ao invés de buscar a bênção, busca o abençoador.
Precisamos da Teologia que não distorce as Escrituras.
Precisamos da Teologia de Deus!

Um abraço e parabéns!

Adaptado por:
Pr. Jorge de Souza Antunes
Diretor Administrativo da Escola Teológica da Assembléia de Deus do Ministério de Taubaté-SP, durante a formatura da turma de 2007 que leva seu nome, realizada em 13.12.2007.

Fonte: http://www.pointrhema.blogspot.com/

segunda-feira, 24 de dezembro de 2007

O futuro da igreja evangélica!

Nem tão futuro assim!

domingo, 23 de dezembro de 2007

Onde Jesus Nasceu?

Juarez Marcondes Filho

Jesus nasceu em Belém, cidade ao sul de Jerusalém, para onde tinham se dirigido seus pais a fim de comparecerem ao recenseamento. O texto bíblico nos dá conta de que ao dar à luz, Maria o deitou numa manjedoura, lugar em que se colocavam os alimentos para os animais. Daí, pensar-se que o lugar específico em que Jesus nasceu foi uma estrebaria, um estábulo. Alguns comentaristas afirmam que Jesus teria nascido numa caverna que havia sido usada como estábulo para animais; outros, declaram que ele teria vindo ao mundo diante do céu aberto e estrelado, sendo a manjedoura um empréstimo de alguma estrebaria próxima. Se nos detivermos neste aspecto, poderemos levar muito longe esta discussão, chegando até a descaracterizar determinados símbolos natalinos.


A pergunta que encabeça esta mensagem merece uma resposta mais ampla. Em primeiro lugar, devemos ter em mente que Jesus nasceu em nosso mundo. Parece um tanto óbvio. No entanto, para muitos Jesus não passa de um ser mítico, desencarnado, uma espécie de sentimento coletivo que desembocou na figura de um indivíduo, dotado de gestos espetaculares, mas não necessariamente, o Filho de Deus. Os docéticos (seguidores da doutrina de que Jesus não foi verdadeiramente um homem, apenas, tinha uma aparência humana; do verbo ‘dokéo’, que significa ‘parecer’), tanto no passado como hoje, não podem aceitar que o Eterno Deus, na pessoa de Cristo, fez-se gente como nós.


A humanidade de Cristo é doutrina de fundamental importância na teologia cristã. Ele é perfeitamente Deus e perfeitamente homem. Viveu plenamente a humanidade, quer as fases do desenvolvimento humano, quer as dores e angústias próprias da realidade terrena. A Escritura afirma que “Jesus chorou” (João 11.35), que ele sentiu-se abandonado (Mateus 27.46); nada disso foi mera dramatização.


Por outro lado, os momentos de alegria e festejo não deixaram de ter lugar em sua vida e ministério, procurando em todos eles demonstrar sua participação integral entre os homens. De fato, Jesus nasceu entre os homens. Ou seja, ele não fez parte de uma história em particular, de eventos que não tiveram palco no presente universo e no seio da humanidade. Absolutamente, não. Seu nascimento ensejou a habitação de Deus com os homens, pois, “o verbo se fez carne e habitou entre nós” João 1.14). É maravilhoso servir a um Deus tão próximo de nós.


Mas ele é mais chegado ainda do que imaginamos. Jesus, também, nasceu em nossos corações. E renasce dia a dia em nossa vida. Efetivamente é inócua a discussão sobre o locus em que Jesus veio ao mundo se ele ele não habitar o íntimo de nossas almas. Aceitá-lo como único e suficiente Salvador é o requisito mínimo para qualquer discussão a posteriori.


Temos que ser qual a manjedoura, como um berço para embalar a presença de Deus no mundo. Como portadores das boas-novas, somos os instrumentos que anunciam a verdadeira esperança, pois, “um menino nos nasceu, um filho se nos deu; o governo está sobre os seus ombros; e o seu nome será: Maravilhoso Conselheiro, Deus Forte, Pai da Eternidade, Príncipe da Paz” (Isaías 9.6).


Sejamos o lugar onde a presença de Deus vem permanentemente ao mundo, dando vida e luz, perdão e redenção, esperança e fé, amor e alegria, paz com Deus e paz com os homens.

Fonte: http://ejesus.com.br/conteudo/5331/

sexta-feira, 21 de dezembro de 2007

quinta-feira, 20 de dezembro de 2007

Feliz Natal

Desejo um feliz Natal pra você e sua família, segue abaixo uma bela mensagem.

Em todo fim de ano as pessoas colocam luzes coloridas do lado de fora de suas casas, buscando reproduzir a magia natalina no plano visual. Preocupam-se com o que vêem no exterior e se esquecem de atentar para a necessidade de iluminar a própria alma, perdida numa imensa escuridão de aflições, confusões e tristezas.

A alma é a que mais necessita de luz, decoração e harmonia, e tristemente a primeira a ser colocada em segundo plano. Esta atitude acaba criando uma sensação de vazio interior que muitos tentam preencher bebendo sem limites ou arranjando relacionamentos ocasionais para se sentirem celebrando como os outros.

Mas não precisa ser assim sempre. Desta vez podemos fazer diferente! Podemos ter mais zelo com a preparação "interna" para que a festa não fique só do lado de fora. Para que a felicidade verdadeira possa fazer parte de nossas celebrações! Para que a festa verdadeira comece dentro do nosso ser e se estenda no contato com a família, amigos, e até os desconhecidos!

Eu desejo a cada pessoa, nestas comemorações e no novo ano que se aproxima, que olhe para si mesma com mais freqüência. Que preste mais atenção nos próprios sentimentos e necessidades espirituais e emocionais. Que cuide mais de si mesma, buscando o equilíbrio, a paz, a concentração e o conhecimento. Que batalhe por seus objetivos e sonhos, fazendo algo para torná-los reais. Que deixe a posição acomodada que assumiu para não mais ver o tempo passar sem se levantar e acompanhá-lo, já que ele não volta nem nos espera!

Que em 2008 ninguém mais seja turista da própria vida, mas ice âncora num porto seguro e bem preparado onde poderá crescer, ser melhor que ontem e maior amanhã!

Desta vez (e todas a partir desta) podemos fazer diferente!

Que Deus abençoe o seu lar e esteja no centro de sua vida! Boas Festas!

Pacto de Lausanne

Será que os evangélicos tem sido influenciado por este pacto?

Lausanne, na Suíça é o lugar em que ocorreu Congresso Internacional em 1974. Líderes cristãos de 150 países compareceram, e daí surgiu o Lausanne Committee for World Evangelization (Comitê de Lausanne para a Evangelização Mundial). Esse congresso também estabeleceu um pacto, este que você lê abaixo. Este pacto foi assinado por 2.300 evangélicos que se comprometeram a ir mais a fundo no compromisso com a evangelização mundial. Desde então o pacto tem sido uma referência para igrejas e missões.

Introdução
Nós, membros da Igreja de Jesus Cristo, procedentes de mais de 150 nações, participantes do Congresso Internacional de Evangelização Mundial, em Lausanne, louvamos a Deus por sua grande salvação, e regozijamo-nos com a comunhão que, por graça dele mesmo, podemos ter com ele e uns com os outros. Estamos profundamente tocados pelo que Deus vem fazendo em nossos dias, movidos ao arrependimento por nossos fracassos e dasafiados pela tarefa inacabada da evangelização. Acreditamos que o evangelho são as boas novas de Deus para todo o mundo, e por sua graça, decidimo-nos a obedecer ao mandamento de Cristo de proclamá-lo a toda a humanidade e fazer discípulos de todas as nações. Desejamos, portanto, reafirmar a nossa fé e a nossa resolução, e tornar público o nosso pacto.

1. O propósito de Deus
Afirmamos a nossa crença no único Deus eterno, Criador e Senhor do Mundo, Pai, Filho e Espírito Santo, que governa todas as coisas segundo o propósito da sua vontade. Ele tem chamado do mundo um povo para si, enviando-o novamente ao mundo como seus servos e testemunhas, para estender o seu reino, edificar o corpo de Cristo, e também para a glória do seu nome. Confessamos, envergonhados, que muitas vezes negamos o nosso chamado e falhamos em nossa missão, em razão de nos termos conformado ao mundo ou nos termos isolado demasiadamente. Contudo, regozijamo-nos com o fato de que, mesmo transportado em vasos de barro, o evangelho continua sendo um tesouro precioso. À tarefa de tornar esse tesouro conhecido, no poder do Espírito Santo, desejamos dedicar-nos novamente.

2. A autoridade e o poder da Bíblia
Afirmamos a inspiração divina, a veracidade e autoridade das Escrituras tanto do Velho como do Novo Testamento, em sua totalidade, como única Palavra de Deus escrita, sem erro em tudo o que ela afirma, e a única regra infalível de fé e pratica. Também afirmamos o poder da Palavra de Deus para cumprir o seu propósito de salvação. A mensagem da Bíblia destina-se a toda a humanidade, pois a revelação de Deus em Cristo e na Escritura é imutável. Através dela o Espírito Santo fala ainda hoje. Ele ilumina as mentes do povo de Deus em toda cultura, de modo a perceberem a sua verdade, de maneira sempre nova, com os próprios olhos, e assim revela a toda a igreja uma porção cada vez maior da multiforme sabedoria de Deus.

3. A unicidade e a universalidade de Cristo
Afirmamos que há um só Salvador e um só evangelho, embora exista uma ampla variedade de maneiras de se realizar a obra de evangelização. Reconhecemos que todos os homens têm algum conhecimento de Deus através da revelação geral de Deus na natureza. Mas negamos que tal conhecimento possa salvar, pois os homens, por sua injustiça, suprimem a verdade. Também rejeitamos, como depreciativo de Cristo e do evangelho, todo e qualquer tipo de sincretismo ou de diálogo cujo pressuposto seja o de que Cristo fala igualmente através de todas as religiões e ideologias. Jesus Cristo, sendo ele próprio o único Deus-homem, que se deu uma só vez em resgate pelos pecadores, é o único mediador entre Deus e o homem. Não existe nenhum outro nome pelo qual importa que sejamos salvos. Todos os homens estão perecendo por causa do pecado, mas Deus ama todos os homens, desejando que nenhum pereça, mas que todos se arrependam. Entretanto, os que rejeitam Cristo repudiam o gozo da salvação e condenam-se à separação eterna de Deus. Proclamar Jesus como "o Salvador do mundo" não é afirmar que todos os homens, automaticamente, ou ao final de tudo, serão salvos; e muito menos que todas as religiões ofereçam salvação em Cristo. Trata-se antes de proclamar o amor de Deus por um mundo de pecadores e convidar todos os homens a se entregarem a ele como Salvador e Senhor no sincero compromisso pessoal de arrependimento e fé. Jesus Cristo foi exaltado sobre todo e qualquer nome. Anelamos pelo dia em que todo joelho se dobrará diante dele e toda língua o confessará como Senhor.

4. A natureza da evangelização
Evangelizar é difundir as boas novas de que Jesus Cristo morreu por nossos pecados e ressuscitou segundo as Escrituras, e de que, como Senhor e Rei, ele agora oferece o perdão dos pecados e o dom libertador do Espírito a todos os que se arrependem e crêem. A nossa presença cristã no mundo é indispensável à evangelização, e o mesmo se dá com aquele tipo de diálogo cujo propósito é ouvir com sensibilidade, a fim de compreender. Mas a evangelização propriamente dita é a proclamação do Cristo bíblico e histórico como Salvador e Senhor, com o intuito de persuadir as pessoas a vir a ele pessoalmente e, assim, se reconciliarem com Deus. Ao fazermos o convite do evangelho, não temos o direito de esconder o custo do discipulado. Jesus ainda convida todos os que queiram segui-lo e negarem-se a si mesmos, tomarem a cruz e identificarem-se com a sua nova comunidade. Os resultados da evangelização incluem a obediência a Cristo, o ingresso em sua igreja e um serviço responsável no mundo.

5. A responsabilidade social cristã
Afirmamos que Deus é o Criador e o Juiz de todos os homens. Portanto, devemos partilhar o seu interesse pela justiça e pela conciliação em toda a sociedade humana, e pela libertação dos homens de todo tipo de opressão. Porque a humanidade foi feita à imagem de Deus, toda pessoa, sem distinção de raça, religião, cor, cultura, classe social, sexo ou idade possui uma dignidade intrínseca em razão da qual deve ser respeitada e servida, e não explorada. Aqui também nos arrependemos de nossa negligência e de termos algumas vezes considerado a evangelização e a atividade social mutuamente exclusivas. Embora a reconciliação com o homem não seja reconciliação com Deus, nem a ação social evangelização, nem a libertação política salvação, afirmamos que a evangelização e o envolvimento sócio-político são ambos parte do nosso dever cristão. Pois ambos são necessárias expressões de nossas doutrinas acerca de Deus e do homem, de nosso amor por nosso próximo e de nossa obediência a Jesus Cristo. A mensagem da salvação implica também uma mensagem de juízo sobre toda forma de alienação, de opressão e de discriminação, e não devemos ter medo de denunciar o mal e a injustiça onde quer que existam. Quando as pessoas recebem Cristo, nascem de novo em seu reino e devem procurar não só evidenciar mas também divulgar a retidão do reino em meio a um mundo injusto. A salvação que alegamos possuir deve estar nos transformando na totalidade de nossas responsabilidades pessoais e sociais. A fé sem obras é morta.

6. A Igreja e a evangelização
Afirmamos que Cristo envia o seu povo redimido ao mundo assim como o Pai o enviou, e que isso requer uma penetração de igual modo profunda e sacrificial. Precisamos deixar os nossos guetos eclesiásticos e penetrar na sociedade não-cristã. Na missão de serviço sacrificial da igreja a evangelização é primordial. A evangelização mundial requer que a igreja inteira leve o evangelho integral ao mundo todo. A igreja ocupa o ponto central do propósito divino para com o mundo, e é o agente que ele promoveu para difundir o evangelho. Mas uma igreja que pregue a Cruz deve, ela própria, ser marcada pela Cruz. Ela torna-se uma pedra de tropeço para a evangelização quando trai o evangelho ou quando lhe falta uma fé viva em Deus, um amor genuíno pelas pessoas, ou uma honestidade escrupulosa em todas as coisas, inclusive em promoção e finanças. A igreja é antes a comunidade do povo de Deus do que uma instituição, e não pode ser identificada com qualquer cultura em particular, nem com qualquer sistema social ou político, nem com ideologias humanas.

7. Cooperação na evangelização
Afirmamos que é propósito de Deus haver na igreja uma unidade visível de pensamento quanto à verdade. A evangelização também nos convoca à unidade, porque o ser um só corpo reforça o nosso testemunho, assim como a nossa desunião enfraquece o nosso evangelho de reconciliação. Reconhecemos, entretanto, que a unidade organizacional pode tomar muitas formas e não ativa necessariamente a evangelização. Contudo, nós, que partilhamos a mesma fé bíblica, devemos estar intimamente unidos na comunhão uns com os outros, nas obras e no testemunho. Confessamos que o nosso testemunho, algumas vezes, tem sido manchado por pecaminoso individualismo e desnecessária duplicação de esforço. Empenhamo-nos por encontrar uma unidade mais profunda na verdade, na adoração, na santidade e na missão. Instamos para que se apresse o desenvolvimento de uma cooperação regional e funcional para maior amplitude da missão da igreja, para o planejamento estratégico, para o encorajamento mútuo, e para o compartilhamento de recursos e de experiências.

8. Esforço conjugado de Igrejas na evangelização
Regozijamo-nos com o alvorecer de uma nova era missionária. O papel dominante das missões ocidentais está desaparecendo rapidamente. Deus está levantando das igrejas mais jovens um grande e novo recurso para a evangelização mundial, demonstrando assim que a responsabilidade de evangelizar pertence a todo o corpo de Cristo. Todas as igrejas, portando, devem perguntar a Deus, e a si próprias, o que deveriam estar fazendo tanto para alcançar suas próprias áreas como para enviar missionários a outras partes do mundo. Deve ser permanente o processo de reavaliação da nossa responsabilidade e atuação missionária. Assim, haverá um crescente esforço conjugado pelas igrejas, o que revelará com maior clareza o caráter universal da igreja de Cristo. Também agradecemos a Deus pela existência de instituições que laboram na tradução da Bíblia, na educação teológica, no uso dos meios de comunicação de massa, na literatura cristã, na evangelização, em missões, no avivamento de igrejas e em outros campos especializados. Elas também devem empenhar-se em constante auto-exame que as levem a uma avaliação correta de sua eficácia como parte da missão da igreja.

9. Urgência da tarefa evangelística
Mais de dois bilhões e setecentos milhões de pessoas, ou seja, mais de dois terços da humanidade, ainda estão por serem evangelizadas. Causa-nos vergonha ver tanta gente esquecida; continua sendo uma reprimenda para nós e para toda a igreja. Existe agora, entretanto, em muitas partes do mundo, uma receptividade sem precedentes ao Senhor Jesus Cristo. Estamos convencidos de que esta é a ocasião para que as igrejas e as instituições para-eclesiásticas orem com seriedade pela salvação dos não-alcançados e se lancem em novos esforços para realizarem a evangelização mundial. A redução de missionários estrangeiros e de dinheiro num país evangelizado algumas vezes talvez seja necessária para facilitar o crescimento da igreja nacional em autonomia, e para liberar recursos para áreas ainda não evangelizadas. Deve haver um fluxo cada vez mais livre de missionários entre os seis continentes num espírito de abnegação e prontidão em servir. O alvo deve ser o de conseguir por todos os meios possíveis e no menor espaço de tempo, que toda pessoa tenha a oportunidade de ouvir, de compreender e de receber as boas novas. Não podemos esperar atingir esse alvo sem sacrifício. Todos nós estamos chocados com a pobreza de milhões de pessoas, e conturbados pelas injustiças que a provocam. Aqueles dentre nós que vivem em meio à opulência aceitam como obrigação sua desenvolver um estilo de vida simples a fim de contribuir mais generosamente tanto para aliviar os necessitados como para a evangelização deles.

10. Evangelização e cultura
O desenvolvimento de estratégias para a evangelização mundial requer metodologia nova e criativa. Com a bênção de Deus, o resultado será o surgimento de igrejas profundamente enraizadas em Cristo e estreitamente relacionadas com a cultura local. A cultura deve sempre ser julgada e provada pelas Escrituras. Porque o homem é criatura de Deus, parte de sua cultura é rica em beleza e em bondade; porque ele experimentou a queda, toda a sua cultura está manchada pelo pecado, e parte dela é demoníaca. O evangelho não pressupõe a superioridade de uma cultura sobre a outra, mas avalia todas elas segundo o seu próprio critério de verdade e justiça, e insiste na aceitação de valores morais absolutos, em todas as culturas. As missões, muitas vezes têm exportado, juntamente com o evangelho, uma cultura estranha, e as igrejas, por vezes, têm ficado submissas aos ditames de uma determinada cultura, em vez de às Escrituras. Os evangelistas de Cristo têm de, humildemente, procurar esvaziar-se de tudo, exceto de sua autenticidade pessoal, a fim de se tornarem servos dos outros, e as igrejas têm de procurar transformar e enriquecer a cultura; tudo para a glória de Deus.

11. Educação e liderança
Confessamos que às vezes temos nos empenhado em conseguir o crescimento numérico da igreja em detrimento do espiritual, divorciando a evangelização da edificação dos crentes. Também reconhecemos que algumas de nossas missões têm sido muito remissas em treinar e incentivar líderes nacionais a assumirem suas justas responsabilidades. Contudo, apoiamos integralmente os princípios que regem a formação de uma igreja de fato nacional, e ardentemente desejamos que toda a igreja tenha líderes nacionais que manifestem um estilo cristão de liderança não em termos de domínio, mas de serviço. Reconhecemos que há uma grande necessidade de desenvolver a educação teológica, especialmente para líderes eclesiáticos. Em toda nação e em toda cultura deve haver um eficiente programa de treinamento para pastores e leigos em doutrina, em discipulado, em evangelização, em edificação e em serviço. Este treinamento não deve depender de uma metodologia estereotipada, mas deve se desenvolver a partir de iniciativas locais criativas, de acordo com os padrões bíblicos.

12. Conflito espiritual
Cremos que estamos empenhados num permanente conflito espiritual com os principados e postestades do mal, que querem destruir a igreja e frustrar sua tarefa de evangelização mundial. Sabemos da necessidade de nos revestirmos da armadura de Deus e combater esta batalha com as armas espirituais da verdade e da oração. Pois percebemos a atividade no nosso inimigo, não somente nas falsas ideologias fora da igreja, mas também dentro dela em falsos evangelhos que torcem as Escrituras e colocam o homem no lugar de Deus. Precisamos tanto de vigilância como de discernimento para salvaguardar o evangelho bíblico. Reconhecemos que nós mesmos não somos imunes ao perigo de capitularmos ao secularismo. Por exemplo, embora tendo à nossa disposição pesquisas bem preparadas, valiosas, sobre o crescimento da igreja, tanto no sentido numérico como espiritual, às vezes não as temos utilizado. Por outro lado, por vezes tem acontecido que, na ânsia de conseguir resultados para o evangelho, temos comprometido a nossa mensagem, temos manipulado os nossos ouvintes com técnicas de pressão, e temos estado excessivamente preocupados com as estatísticas, e até mesmo utilizando-as de forma desonesta. A igreja tem que estar no mundo; o mundo não tem que estar na igreja.

13. Liberdade e perseguição
É dever de toda nação, dever que foi estabelecido por Deus, assegurar condições de paz, de justiça e de liberdade em que a igreja possa obedecer a Deus, servir a Cristo Senhor e pregar o evangelho sem impedimentos. Portanto, oramos pelos líderes das nações e com eles instamos para que garantam a liberdade de pensamento e de consciência, e a liberdade de praticar e propagar a religião, de acordo com a vontade de Deus, e com o que vem expresso na Declaração Universal do Direitos Humanos. Também expressamos nossa profunda preocupação com todos os que foram injustamente encarcerados, especialmente com nossos irmãos que estão sofrendo por causa do seu testemunho do Senhor Jesus. Prometemos orar e trabalhar pela libertação deles. Ao mesmo tempo, recusamo-nos a ser intimidados por sua situação. Com a ajuda de Deus, nós também procuraremos nos opor a toda injustiça e permanecer fiéis ao evangelho, seja a que custo for. Não nos esqueçamos de que Jesus nos previniu de que a perseguição é inevitável.

14. O poder do Espírito Santo
Cremos no poder do Espírito Santo. O pai enviou o seu Espírito para dar testemunho do seu Filho. Sem o testemunho dele o nosso seria em vão. Convicção de pecado, fé em Cristo, novo nascimento cristão, é tudo obra dele. De mais a mais, o Espírito Santo é um Espírito missionário, de maneira que a evangelização deve surgir espontaneamente numa igreja cheia do Espírito. A igreja que não é missionária contradiz a si mesma e debela o Espírito. A evangelização mundial só se tornará realidade quando o Espírito renovar a igreja na verdade, na sabedoria, na fé, na santidade, no amor e no poder. Portanto, instamos com todos os cristãos para que orem pedindo pela visita do soberano Espírito de Deus, a fim de que o seu fruto todo apareça em todo o seu povo, e que todos os seus dons enriqueçam o corpo de Cristo. Só então a igreja inteira se tornará um instrumento adequado em Suas mãos, para que toda a terra ouça a Sua voz.

15. O retorno de Cristo
Cremos que Jesus Cristo voltará pessoal e visivelmente, em poder e glória, para consumar a salvação e o juízo. Esta promessa de sua vinda é um estímulo ainda maior à evangelização, pois lembramo-nos de que ele disse que o evangelho deve ser primeiramente pregado a todas as nações. Acreditamos que o período que vai desde a ascensão de Cristo até o seu retorno será preenchido com a missão do povo de Deus, que não pode parar esta obra antes do Fim. Também nos lembramos da sua advertência de que falsos cristos e falsos profetas apareceriam como precursores do Anticristo. Portanto, rejeitamos como sendo apenas um sonho da vaidade humana a idéia de que o homem possa algum dia construir uma utopia na terra. A nossa confiança cristã é a de que Deus aperfeiçoará o seu reino, e aguardamos ansiosamente esse dia, e o novo céu e a nova terra em que a justiça habitará e Deus reinará para sempre. Enquanto isso, rededicamo-nos ao serviço de Cristo e dos homens em alegre submissão à sua autoridade sobre a totalidade de nossas vidas.

Conclusão
Portanto, à luz desta nossa fé e resolução, firmamos um pacto solene com Deus, bem como uns com os outros, de orar, planejar e trabalhar juntos pela evangelização de todo o mundo. Instamos com outros para que se juntem a nós. Que Deus nos ajude por sua graça e para a sua glória a sermos fiéis a este Pacto! Amém. Aleluia!

[Lausanne, Suíça, 1974]
Para maiores informações sobre o movimento de Lausanne,
visite Lausanne Committee for World Evangelization (em inglês)



Será que os evangélicos tem sido influenciado por este pacto?

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Minha primeira postagem!

Quero iniciar a minha vida nos blogs, a partir desta postagem.
Espero que este blog sirva de benção para todos os internautas que o visitarem.
Neste blog publicarei diversos assuntos, mas sempre visando à edificação do povo de Deus e a salvação de almas.

Sejam todos bem vindos.
Críticas, sugestões e comentários serão sempre bem vindos.